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A Velocidade Potencializadora das Organizações
(A metáfora: santo de casa não faz milagres. Quando faz, desconfiam dele e, então ele vai fazer milagres em outras paragens, depois o redescobrem com outro nome e então o contratam como o maior de todos os gurus.)
Constitui tendência humana perigosa admitir pacificamente que as práticas
correntes devam ser corretas pelo simples fato de estarem em uso há
muito tempo. Siegfried Hoylser (fundador das faculdades Hoyler de Recursos
Humanos)
A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo!. Peter Drucker
Ninguém poderia imaginar que o século 21 seria aberto com tanta
intranqüilidade. Antonio Ermírio de Moraes
É neste cenário que podemos vislumbrar a perseverança
e ousadia daqueles que desejam mudar as práticas correntes e começar
construir um futuro, no presente momento em que muitos ficam apegados às
coisas do passado, já que a intranqüilidade não mudou o
animo do empresário A.Ermirio, porque para MUDAR é preciso coragem,
e que o prof. Henrique José de Souza se refere a ela de forma magistral:
O mestre aponta o caminho, o discípulo segue sozinho até
encontrar o mestre novamente, mas desta vez dentro de si mesmo. O que
propõe Hoyler, Druker, Henrique e Ermírio, é que todo
bom administrador, professor ou líder deverá estar sempre em
estado de prontidão para mudança. Às vezes ser humilde
para sair na hora certa é um ato de coragem e sabedoria, como acontece
na metáfora abaixo:
04-08-06 - Conta-se que algum tempo atrás, um homem de meia idade,
muito inteligente ocupava um importante cargo de confiança numa das
empresas da região em que residia conhecida como Vale Mais do Que Pesa
S.A. Sentia se inconformado e incompetente por não ver as coisas acontecerem
do jeito que constava no plano de metas e na missão da empresa. Fez
várias tentativas, para verificar se a empresa pesaria mais do que
vale, no entanto, novamente fracassou. Refletiu bastante sobre aquela incomoda
situação e tomou uma decisão, no mínimo intrigante
e corajosa. Certo dia decidiu enviar uma carta ao seu presidente solicitando
uma conversa pessoal, informando-o previamente que precisava se retirar do
cargo, por um período indeterminado, alegando que necessitava descansar.
Procurou tranqüilizar o presidente em sua carta, dizendo-lhe que durante
algum tempo havia preparado alguém para substituí-lo sem que
isso pudesse acarretar qualquer prejuízo a Vale Mais Do Que Pesa S.A.
Num primeiro momento o presidente ficou apreensivo, no entanto como se tratava
de um de seus melhores executivos, considerado um gênio, procurou-o
para trocar idéias e encontrar outras possibilidades. Depois de várias
tentativas e percebendo que não havia alternativa, resolveu atender
a solicitação, mesmo sem estar convencido dos motivos alegados
por seu funcionário.
Assim aquele homem pegou seus pertences e os reuniu em uma pequena maleta
deixando para trás o mais moderno sistema de operacionalização
de dados, o Cerebrotrônico-OO1, máquina dezenas de
vezes mais potente que um computador. No lugar dele levou apenas lápis,
canetas, borrachas e blocos de anotações para que não
fosse reconhecido por outros Gurus que o cortejavam o tempo inteiro
chamando o de Mestre. No dia seguinte procurou um mago em disfarces
e, após uma semana de grandes transformações ele estava
pronto para retornar ao seu ambiente de trabalho sem ser notado e, com a esperança
que seus planos dessem certo.
Antes, porém batalhou perseverantemente a procura de um emprego (afinal
agora era um novato e principiante), porque sentia que precisava viver umas
experiências diferentes e se fortalecer profissionalmente. Trabalhou
muito e como trabalhou, ou melhor, prestou serviços como dizia ele,
num certo número de empresas daquela e de outras região e finalmente
é contratado como consultor da Vale Mais do Que Pesa S.A., porém
com o nome trocado e seu rosto transformado, ninguém o reconheceu.
Foi recebido com toda credibilidade e pode realizar parte do planejamento
da empresa, atuando inclusive como uma espécie de coacher (treinador)
junto ao presidente e seus diretores.
Passado três anos de trabalho dentro da empresa, conforme contrato,
retira-se e vai novamente à procura do mestre dos disfarces, para depois
disso retornar à empresa, porque para ele um homem justo e consciente
de seus compromissos, tinha a responsabilidade de prestar contas de sua ausência
da Vale Mais do que Pesa S.A. Ao adentrar a sala do presidente, dirigiu-se
a ele e o abraçou, agradecendo pela oportunidade e confiança.
O presidente ainda meio sem entender o que estava acontecendo, confessou-lhe
que se sentia cansado de procurar por noticias dele e perguntou:
_ Por onde você andou este tempo todo?
_ Trabalhando!
_ Mas você me disse que ia descansar?
_Pois é, eu descansei.
Imediatamente e evitando polemizar com o presidente, fez lhe uma pergunta.
_Como estão indo as coisas por aqui?
_ Bem, neste aspecto eu não tenho nada a reclamar. Estamos indo muitíssimo
bem com nossos programas logísticos na gestão de negócios
e de pessoas. Temos contado periodicamente com a ajuda do Senhor Genius uma
espécie de consultor e coacher como ele mesmo se denomina. Ele tem
procurado nos mostrar que a velocidade de desenvolvimento de uma empresa que
busca atingir o padrão de excelência na gestão de seus
recursos e, adentrar para o novo conceito das Ontoorganizações
(*), precisa buscar o equilíbrio entre o potencial que compõe
o seu patrimônio material/tecnológico (TER) e o seu capital humano
(SER). Não basta possuir o reconhecimento ISO 9000, SAC, responsabilidade
social e etc, ou programas de fachada e como costuma dizer: é preciso
Ser para Ter e, depois de Ter saber Ser.
_ Mas o que é ontoorganização perguntou o ex-executivo
disfarçadamente?
_ Pelo que estamos começando a compreender, trata-se de um novo olhar
para organizações no sentido de buscar o equilíbrio entre
o capital monetário e o seu capital humano, mas ainda estamos no começo
e redescobrindo nossos valores. Ele diz também que os valores não
estão somente lá fora e que deveríamos nos olhar um pouco
mais internamente.
_ Eu ouvi dizer dele e de suas novas idéias por vários lugares,
que passei, inclusive a forma com que ajudou-nos a progredir, e estou dizendo
isso porque ainda me considero um colaborador da Vale Mais do Que Pesa S.A.
Vejo, portanto, que minha saída foi muito boa. Assim sendo quero informá-lo
que preciso de mais tempo de férias ou...?
_ Espere ai, isto daqui não é uma instituição
beneficente, não posso manter o seu salário e todos os benefícios
do seu cargo, como fiz até agora!
_ Então eu não Valho mais do que Peso?" Só
Valho o que Peso!" Parece que será preciso ainda muito tempo
para se entender este Onto este SER, que quer se organizar, não
achas?
_ Desculpe-me a forma como me expressei.Vamos estudar outras possibilidades,
disse o presidente.!
_ Fique tranqüilo Senhor Presidente, eu também não acho
que seria correto e é por isso mesmo que nesta segunda proposta, estou
pedindo minha demissão, para não onerar a sua empresa.
_ Mas... Mas, você havia me dito que retornaria. Estamos com novos programas
e eu contava com você! Ainda bem que o Sr. Genius nos preveniu que provavelmente
você tomaria a decisão de seguir outro caminho.
_Às vezes, caro presidente é preciso a gente sair para poder
dar lugar ao novo. Sem que percebamos podemos nos acomodar e sermos rotulados
de: Santo de casa não faz milagre. O novo pode sair daqui
mesmo. Procure conhecer melhor os conceitos relativo às ontoorganizacões,
para que isto não se transforme em mais um modismo, como tantos outros
que infestam as corporações.
_Bom já que esta á sua decisão, nós saberemos
respeitá-la e aguardamos que um dia possa voltar à sua empresa
Vale mais do que pesa.
Assim o executivo se despediu do presidente e amigo partindo para mais uma
jornada que seria ali mesmo. Antes disso passou novamente pelo mago dos disfarces
a fim de evitar contratempos.
O tempo foi se passando e dois anos depois da saída do ex executivo
da empresa Vale quanto pesa ,o presidente recebe como presente
um livro intitulado Antropoaster: O homem Estrela. Não
tinha nome do autor na capa. O primeiro capitulo tratava das questões
voltadas para o conceito de Ontoorganizações, organizações
do SER ou do Ser organizacional. A principio ficou desconfiado, mas continuou
a leitura. Depois de algum tempo lendo e folheando pagina por pagina, fez
um resumo dos principais conceitos para distribuir a todos seus colaboradores
da Vale mais do que Pesa:
As ontoorganizações têm como premissa básica, que
aquilo que dá sustentação à sua estrutura, crescimento
econômico, ao progresso, às novas tecnologias e credibilidade
junto aos seus clientes, vêm das pessoas que nelas trabalham. Não
é o capital que gera trabalho ou riqueza, mas o ser humano que é
o responsável pela produção de toda progresso social.
Investir no potencial humano faz destas ontoorganizações locais
equilibrados, onde as pessoas sentem prazer e amam o que fazem. O princípio
de competição é substituído pelo conceito de superação.
Na competição há apenas um vencedor, na superação
todos ganham. Nela vibra uma consciência que só poderão
superar a si mesmos, procurando ser a cada dia melhor do que foram no dia
anterior. Estar à frente ou atrás do outro é apenas um
ponto de referência. Estas ontoorganizações não
vão à guerra de mercado para destruir os inimigos e concorrentes,
pelo contrário elas os consideram como parceiros no processo de melhoria
continuada. Destruí-las equivaleria a destruir a si mesmo. Se alguém
estiver à sua frente, ao invés de atirar pedra, as ontoorganizações
estarão se perguntando o que fará no dia seguinte para se tornar
potencialmente melhor e se superarem. Nas ontoorganizações não
existe hierarquia meramente pelo poder, mas pelo saber e o sábio não
satiriza ou menospreza o que sabe menos que ele esclarece-o humildemente.
Quando um não quer, o outro insiste. Funcionários não
reclamam da empresa e nem fazem greve, porque sabem que são a própria
alma da empresa. Eles não são demitidos, ao contrário
se demitem quando percebem que uma parte pode prejudicar o todo, mas antes
que isso aconteça o todo percebe a parte e ajuda a superar-se. Este
é um novo estado de consciência, e que não estará
acontecendo somente nas empresas, mas em todos seguimentos da sociedade.
Você poderá estar se perguntando: Quanto tempo vai durar para
chegarmos a este estado de consciência? Vai depender da energia potencial
que cada individuo irá utilizar para promover esta mudança.
No início, como sempre, poucos farão por muitos, para que depois
cada um faça sua parte. Será que você já não
iniciou esta mudança ai na sua empresa?
Às vezes precisamos fazer uso de alguns disfarces para atingirmos nossos
objetivos, e até mesmo nos sacrificarmos. O mais importante não
foi quem fez a mudança, mas o que a mudança fez em você,
na sua equipe, na sua empresa. AVALIE E RECONSIDERE E, SE FOR NECESSÁRIO
RECOMECE, mas qualifique o trabalho de equipe (dos seus santos).
Por último o presidente leu a dedicatória que ao invés
de estar no início estava na pagina final:
Ao grande amigo e presidente da Vale Mais do que Pesa.
Quando se unem as trajetórias de vida dos mais experientes, com a vivacidade
do novo, então descobriremos que o jovem poderá despertar seu
potencial nos alicerces da experiência. Assim se constrói uma
casa, uma organização. O novo não vem para destruir o
velho. O velho que é sábio não impede o novo, ao contrário
lhes dá passagem. O ser novo ou ser velho não está na
idade. Tudo é uma questão de espírito, sabendo-se respeitar
as devidas proporções. Se o casulo ainda novo, se trancar em
si mesmo no seu orgulho, morre a borboleta, morre a sabedoria. Muitas vezes
tive que agir como a borboleta, gerando novos casulos (oportunidades) para
que muitos visualizassem a crisálida (potencial) de cada um e pudessem
voar livres e com sabedoria. Todo santo de casa faz milagres e os de fora
também. Os dois juntos farão grandes milagres.
Assinado Mestre Genius. Sinto me feliz e realizado por ter sido útil
novamente para a Vale quanto pesa, mesmo que de outra maneira.
Nossa, exclamou o presidente! Ele retornou!
_ Na verdade, ele esteve o tempo todo aqui.
(*) onto=ser
Prof. Dirceu Moreira
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